quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pausa


Um Grande pedido de desculpas ao leitores... Mas férias são férias :)

Pkos meus são a 26 o teus são a 27!!

Antes de mandar o blog pa férias, não podia deixar passar em branco os anos da rita, é a pessoa mais parva que eu conheço mas até é boa pessoa.
A noite começou bem, o bar do hotel Lake em Vilamoura estava para fechar, assim era só para nós. Tomámos uma bebida e desfrutámos dos sofás.


Mas as bebidas dos ricos não nos satisfazem... a noite continuou perto da Tasca do Jorge (porque desta não tirei mesmo o nome). A boa da "mine" e ladeadas por bebados, sempre foi mais o nosso forte.


Parabéns pitupitu!! Um viva as "mines".

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sardenha

A sardenha não foi aquilo que estávamos à espera… mas se tirarmos os transportes até se passaram momentos muito bons.

A viagem começou de noite, quando depois de uns quantos copos de sangria e do belo do chupito partimos rumo a Pisa. Pisa só foi nova para a mãe, fotos com a torre, mais fotos com a torre e por fim fotos com a torre.
Aeroporto de Pisa, descanso a sombra e partida para Alghero… SARDENHA.
A noite estava marcada para o “Sardenha BB”, mas ninguém me tinha explicado o que era um “Sardenha BB”, por isso a porta era uma garagem e não apareceu ninguém para nos atender, aquilo eram daquelas coisas que se alugam ilegalmente… Boa Boa!! Vamos dormir a primeira noite na Sardenha na rua?! Felizmente tudo naquela terra às 11 da noite era simpático, a Sra. a quem depois roubaram a mala por estar a falar connosco levava-nos de carro onde fosse preciso ou então ficaríamos a dormir lá mesmo na casa dela (isto na minha terra não existe, mas o que realmente conta é o espírito); o próximo posto foi um cafezinho muito simpático, onde colocamos os trabalhadores todos à procura de uma quartinho para nós, telefonemas e mais telefonemas e lá fomos. Fertilia, uma terra simpática com um pequeno aldeamento com vivendas onde nos instalaram muito bem e ainda nos deram um pequeno almoço.

Stintino foi sem dúvida a melhor praia, água quente e transparente, areia branca e algumas pedras que formavam piscinas naturais onde passámos grande parte do tempo; animação de praia, hidroginastica, rádio e pessoas simpáticas
A noite tinha sido marcada para Lu bagnu, mas com uma praia tão boa não nos íamos preocupar com a maneira como chegaríamos ao outro posto. Não foi muito fácil, entra autocarros e táxis eram 10 da noite quando chegamos a um hostel com piscina e um grupo de miúdos que tornavam barulhentos os serenos fins de tarde. Íamos ficar por lá três dias e parecia-me muito bem.

Castelsardo era pacato, as casinhas pintadas de cor quentes erguiam-se no monte que terminava com o castelo, toda a terra era cercada por pedrinhas e água transparente.
Fizemos logo amizade com o taberneiro que nos fez jantar todos os dias, uma delicia daquelas que achamos que só comemos em casa.




O dia destinado à costa esmeralda, foi o pior dia da viagem, mesmo sendo o com melhores fotografias. Acordámos as 7 da manha e regressamos as 21 e só conseguimos fazer duas horas de praia. A Ilha La Madalena é mais industrial do que devia ser, o que não retira o mérito das suas praias. Além da praia andamos a bolei num autocarro fora de serviço, andamos a pé numa auto-estrada, táxi e barco… tudo para chegar a uma praia que era no fim do mundo e tinha abelhas, vá era gira mas a água estava fria e tinham alforrecas.
O dia do descanso, praia de manhã e viagem para Bosa. Piqueniques, descanso na relva passeio nocturno e jantar no S’ hard rock café (qualquer coisa que se assemelhe com o hard rock café é mentira).


O ultimo dia foi praia de manha em Bosa, descanso no jardim e praia em Alghero, dormida no aeroporto com direito a Suecada e vodka aranciata. O melhor deste ultimo dia foi sem duvida a espera pelo autocarro que nos levava ao aeroporto. Sentadinhas em cima das mochilas achei piada ao bichinho que estava na minha blusa “Helena olha só est… HELENA ESTAMOS CHEIAS DE BICHOS!!!!!!” Saltámos sacudimo-nos batemos com as mochilas no chão, tiramos tudo das malas só faltou corrermos em cuecas, tínhamos sido atacadas por bichos minorcas, parecidos com larvas mas mais feios.




domingo, 13 de julho de 2008

Cinque Terre é um paraiso de verão


Fds de luxo, ou pelo menos de praia e descanso...
Cinque Terre é sem duvida um dos maiores tesouros de Itália, mar azul e montanhas verdes criam um ambiente de descanso e festa.
O dia começou cedo com um mergulho no mar, depois passeio de barco por todas as terras, via dell'amore, um sumo na esplanada e muita praia :)
Praia de manhã, praia de tarde, praia de noite.
Percorremos as diferentes terras, as ilhas e ficámos em linha com o sol.
Riamos por tudo e por nada, menos à noite, o aproximar dum foco de luz "no camping" deixou-nos um bocadinho tristes. Felizmente estavamos só a jogar às cartas e nao tinhamos ideia de dormir ali, os sacos camas era so a ausencia de toalhas de praia... Onde é que nós iamos dormir agora? o que não faltavam eram praias, com sorte só aquela era proibida. Deve haver montes de gente sem casa nesta terra, vamos ter cm elas :) E assim fomos, a noite foi calma, dentro dos possiveis, a vodka aranciata e a batatinha frita faziam parte dos planos, só a chuva de manhá é que não tinha sido convidade.
Sempre soube que era mais fixolas acordar com pingos de chuva que com o sol a chatear os olhos... e assim acabou o nosso fim de semana de verão, num comboio com o ar condicionado no maximo a olhar para a agua do mar a colar-se à agua da chuva.

Concertos de borla...

Depois de termos tudo estudado e termos feitos os exames todos, entrámos em casa ao gritos... "ou viram um bicho ou passaram a fisica"
As nossas férias tinham chegado e com elas as viagens, as saidas e as festas... o aquecimento foi feito em casa e Turim brindou-nos com um mega concerto de borla :) isto na minha terra é raro... e com chão com pedrinhas bonitas é uma raridade ainda maior.
A noite só ia acabar as 5, que era quando começava o proximo dia e a proxima viagem... dormir que é bom, NADA!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A comecar as coisas que vão acabando


Mesmo com tempo para fazer nós esperamos sempre pelo o ultimo dia, dizem que é tipico dos portugueses, não fosse eu uma adepta do bacalhau e da selecção.

Hoje foi o ultimo dia... Vou para o ultimo ano de arquitectura, mas o importante não foi ter acabado, o importante foi ter feito fisica, eu que nem sequer sei a diferença entre fisica e quimica, ou melhor não sabia, porque hoje passei com 24 e que bem que me soube...

Mesmo tendo passado o ano quase todo em ferias, eu trabalhei, trabalhei e matei árvores, foram bibliografias e bibliografias que agora vão para o lixo (mesmo que a vontade fosse muita de as levar, não dá, é muito peso).

Foram Bazzanellas que nos surprenderam, foram Momos que nos decepcionaram, foram Pagliolicos que comprovaram a nossa inteligencia, Nasces que nos fizeram acreditar na verdadeira sabedoria e Fornis que nos fizeram conhecer a verdadeira Italia. Entre boas e más experiencias, melhores que piores, acabámos (não tudo, mas isso é pa parvos).

O castello Valentino vai dar origem à remodelada fabrica da UBI, a Via Morgari lugar à Rebeca; a Bazzanella vai ser careca e as aulas vão ser mais em casa que fora dela.




Para concluir ou para começar... as ferias, a arrumação, já que o quarto da Carla e o quarto da Helena passaram a ser o Quarto da Carla da Helena e da Pio e o quarto do Thomaz e do Matteo. E começamos as ferias a comer bacalhau :)




sexta-feira, 4 de julho de 2008

O que é um blog? (o que é o meu blog?)


Mas afinal o que é um blog? e o meu é o mesmo que os outros?... Só sei que é verde, como o amor...


Eu não sou escritora, a minha arte é outra, por isso eu aqui não escrevo "obras" eu relato historias. Eu adoro ler os blogs do meu primo, mas ele é desta arte, mas eu tb sei de pessoas que gostam de ler o meu, é a elas que dedico, pois também são elas que o vão ler.

Aqueles que choram porque têm saudades, "Menina de azul e amarelo" adoro-te, "dolce vitta" agora te compreendo;

Aqueles que fazem disto uma especie de msn, mas com requinte, "Puto parvo" gosto de ti "velho" txi adoro;

Aqueles que o usam e comentam, a comida que nos alimenta, "madre" obrigado; Os que gostam de saber como eu ando, e fazem referencias a Abelhas Maias e viagens ao Alentejo, "Piolho grande e Piolho pequeno" esta é vossa;

Aqueles que sabem tudo mas mesmo assim querem ler, os mesmo que sabem sempre tudo mas nunca estão onde queremos, "Princesas";

Aqueles que dizem que olham para o meu blog mas que nunca sabem as novidades, "dandpinotes" eu nao acredito em ti.


Para estes e para todos, para os que gostam e para os que não gostam, o meu blog é o que vocês quiserem que seja.

sábado, 28 de junho de 2008

Erasmus day live


Era num palácio, será de gala?

Festa erasmus? De despedida? Nãooooo!!


Era nos jardins do palácio e nem por isso se andava por cima de relva, eram pedrinhas mesmo; não era de gala, com o calor que tava podiamos ir todos de roupa interior que só nos fazia era bem; a musica estava boa e o ambiente também, apesar de haver mais italianos miudos que erasmus universitários (visto estarmos em época de exame e ser véspera de quinta feira).


O Zé acabava o curso e as bebidas eram por conta dele, no fim a bebida é que tomou conta dele... mas foi giro na mesma, houve choros e risos...


quarta-feira, 25 de junho de 2008

San Giovani

Quando chegámos a Turim para fazer erasmus fomos brindados com fogo de artificio que durou eternidades, ontem dia de S.joão ou de San Giovani, como preferirem, a Murazzi assistiu a mais um espetaculo: pessoas, fogo de artificio e festa avisam-nos que o erasmus já está no fim...




Eu queria mesmo ir :)

Quando vim para Itália pensei logo em ir ali e depois ali e visitar isto e visitar aquilo... Mas o tempo foi passando; as aulas iam sendo importantes, as visitas ocupavam-nos nos fds e agora, quando está perto do fim, vejo que ficou muita coisa por ver e estando em época de exames não é facil sair. Mas ao mónaco eu tinha que ir... por favor!!
Os exames não estavam a ser faceis, fisica lá ia eu outra vez e lá vou ter que ir outra vez; restauro nunca vi homem mais esquecido, depois de ter perdido uma manhã, porque aqui os erasmus ficam sempre para ultimo, o professor pediu o nosso trbalho de grupo e um trabalho de grupo de duas pessoas têm que ser dois trabalhos de grupo... na minha terra não é assim “ci vediamo nel prossimo giorno 4 con un’altra ricerca”
Estava cansada e farta de gente parva e de ficar aqui sem fazer nada e disse que queria ir ao mónaco e assim fomos.
Eram 4 da tarde quando decidimos ir e o ultimo comboio tinha sido as 14, já para não falar que não havia dormidas para ninguem, isso era o menos o que não falta aí é praia para dormir (achava eu...).
Jantámos e à meia noite preparámos tudo, tinhamos comboio as 5h mas já nao iamos dormir, sexta dá lugar à murazzi e lá fomos nós. Chegavamos por volta das 9h a Menton mas tinhamos que trocar quatro vezes, a viagem não iria ser uma “noite tranquila”.
Na costa francesa, perto da fronteira já aparecia sol, mar, água transparente, pessoas bem dispostas e PRAIA :) os pés cambaleavam nas pedras, chegar até à beira mar era um feito mas a água estava quente e as pessoas riam umas para as outras.
Em Nice não mudou quase nada, apesar de ouvir mais frances que outra coisa, a cidade transbordava felicidade, não havia espaço para mais niguém, parecia que estavam a oferecer rebuçados. Percorremos a moderna arquitecura da cidade; passeámos por praças vigiadas por escribas às cores; jantámos a horas tardias num restaurante com musica ao vivo; vivemos a noite de lua cheia viradas para o mar; dividimos o quarto com americanos, que não percebiam o que é que nós portugueses faziamos naquelas praias “woohhhhh Portugal? What you doing here?”; americanos que contrastavam com o senhor que cantou para nós “je t’aime... i love you” e depois se virou e perguntou “italiane?Francese?Inglese?” “no, from portugal” e ele contente respondeu “ oh?! Je t’aime.. i love you”
Monaco estava perto, e realmente as minhas ideias de luxo e “mundo à parte” confirmaram-se. Começamos por sair numa estação toda forrada em mármore e brisolei de madeira com verdadeiros acabamentos luxuosos, encastrada numa rocha reflectia bem a arquitectura do vidro e da água. As bagagens não se deixavam lá, era no hotel “Miramar” o que me deixou confusa, já que o jeitoso que nos ajudou no posto de turismo so falava frances, que é um factor importante no seu trabalho, não se pode ter tudo, trabalhar numa estação daquelas, viver no Mónaco e ser jeitoso... não podia ser também poliglota. Sem malas, partimos a aventura num cenário de luxo, calor e gente bonita. As ruas eram as mais limpas que vi, os barcos os mais grandiosos, os cafés mais acolhedores os jardins mais arranjados mas a praia era de pedrinhas, mesmo assim tudo o que a rodeava era engraçado. Quando olhei para o Mónaco olhei em frente, esquecendo a brutalidade de arquitectura que lá se faz, hoteis gigantescos metem medo à natureza fazem-lhe sombra e não a deixam respirar.
O fds passou rápido a noite chegava e a certeza de que iamos ficar por frança, já que não tinhamos visto os comboios de regresso, era quase certa. À noite dormi na estação ao lado de sem-abrigos mas duas horas antes tinha jantado no Mónaco com vista para o mar :)
Turim só deu por mim as 9h da manhã a minha semana de exames tinha começado